domingo, 4 de novembro de 2012

II



E nessas andanças da minha vida torta
Me encontro às vezes morta de vontade
Morta de ansiedade
De tanto querer viver tudo o que há
Até que me vem aquele beijo
Aquele sorriso que, com um abraço,
passa a decorar o meu rosto
Um silêncio tentador
De pele macia e mãos firmes
Derrete meu corpo de novo
De novo, de novo, de novo...
E mais uma vez meu corpo se vê
Viciado, fissurado
E a vontade cresce à medida que tento matá-la
Só resta dar nó no tempo
Dar rasteira nas horas
Pra poder te cheirar mais uma vez.

Ferreira.

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