quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

História de estórias

Por já estar ciente
e fazer de mim solidão
do agrado descontente
de por fim abrir a mão

Mas tu vens calmamente
galgando em teu terreno
com teu brado displicente
e teu delgado corpo moreno

E me faz repensar
no fim que vira talvez
perante o eterno sonhar
de pensar em "era uma vez"...
01:27

Borin.
Quantas carinhas, cada rostinho
Cada frasco, com um líquido dentro
Mas oh que estranho
O cheiro é inodoro
E seus pensamentos impalpáveis
Tagarelar pra quê?
Estou perdendo a vontade
Queria ter o poder da água
Para simplesmente evaporar
Sumir e talvez não mais voltar.
Borin.
Que turbilhão festejo
nesse pobre coração
Que de tão pobre
não se compra nem uma única paixão

Mas não se engane, meu caro amigo
Pois nele não se faz triste não
Ele apenas está por está
E dá por se guardar
E ao tempo em que se faz rei
Sem ao lado uma rainha
Mas tendo sempre seus bobos da corte
A lhe fazer companhia.
Borin.