terça-feira, 21 de setembro de 2010

Como pode um coração
Tão desesperançado e embriagado
Que se torna tão sóbrio
Ao momento de ter lhe avistado
De ter lhe notado
E ter-lhe ao meu lado
Por breves minutos
Ou talvez segundos
Mas enfim, ao meu lado
Vinhos e cores
Músicas e flores
Uma frase e um gesto
Que se tem um manifesto
Da história do presente
Que do presente lhe confeço
Não quero que me veja
Não quero que me sinta
Não quero que me queira
Apenas saber que existes
Somente o que preciso
Pra continuar existindo também.
23.47
Borin.