Chega de disfarçar, lutar, ludibriar
É precisar encarar
Que o futuro é estar só
No mundo de todo mundo
E nessa dança em que o mundo pede sinceridade
Nesse mundo em que os padrões
Anda difícil ser eu
Não me acho
recebo apenas respostas prontas
Não têm sentido
talvez seja mais fácil continuar a fingir
Não entendo nada
Sou criança sem fala
E na dúvida constante
me resta uma solução
pra evitar problemas,
transtornos e desencontros
Perguntas
Pergunto quando, o que e como
se sim, se não
se pode, se devo
falsa educação
em que não se fala o que pensa
se espera que a resposta seja lida
através convenções e adivinhações
Em que tudo me parece exagero
Em que o que importa fica pra trás
Em que não sei o que dizer
Nem onde andar
Vestir o papel que me deram
E seguir sendo o que querem
E só no fundo ser eu.
/
Ferreira.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
II
E nessas andanças da minha vida torta
Me encontro às vezes morta de vontade
Morta de ansiedade
De tanto querer viver tudo o que há
Até que me vem aquele beijo
Aquele sorriso que, com um abraço,
passa a decorar o meu rosto
Um silêncio tentador
De pele macia e mãos firmes
Derrete meu corpo de novo
De novo, de novo, de novo...
E mais uma vez meu corpo se vê
Viciado, fissurado
E a vontade cresce à medida que tento matá-la
Só resta dar nó no tempo
Dar rasteira nas horas
Pra poder te cheirar mais uma vez.
Ferreira.
I
Não é que seja medo
Muito menos lembranças do passado
Apenas escolho pra mim,
Sabendo dos prós e contras,
Não ser de ninguém no fim
Quero o meu eu só meu.
Não é que seja fuga
Muito menos luta
Contra meus ideais
Só estou tentando
Seguir os meus caminhos
Um pouco sozinho
De vez em quando
Ainda é preciso alguém pra me dar uma mão
Pra me acompanhar em algum trecho
E é aí que, às vezes, as coisas vão mal
Tudo o que se disse e não disse
Vem como uma história mal feita
E mais uma vez em meu peito transborda
as confusões de ser assim... diferente
...
Ferreira.
sábado, 3 de novembro de 2012
Eita jeito de menina
moldado em belle époque
apaziguado por teu cheiro
que me traz poesia aos punhos
aos pés de um canteiro
que me remexe todos os rumos
Ah o seu cheiro...
Seu cheiro sem um cheiro
seu tocar acalmador
e tudo corre num estalo
que me deixa um certo pavor
Ah o seu tocar...
Seu tocar sem me encostar
seu modo de me olhar
que me faz corar em resposta
de graciosidade se mostra
Ah o seu olhar...
Ah o seu cheiro, olhar, toque...
que me traz mais alegria
que me deixa com um largo sorriso.
[estampado no coração]
23:26
Borin.
moldado em belle époque
apaziguado por teu cheiro
que me traz poesia aos punhos
aos pés de um canteiro
que me remexe todos os rumos
Ah o seu cheiro...
Seu cheiro sem um cheiro
seu tocar acalmador
e tudo corre num estalo
que me deixa um certo pavor
Ah o seu tocar...
Seu tocar sem me encostar
seu modo de me olhar
que me faz corar em resposta
de graciosidade se mostra
Ah o seu olhar...
Ah o seu cheiro, olhar, toque...
que me traz mais alegria
que me deixa com um largo sorriso.
[estampado no coração]
23:26
Borin.
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