terça-feira, 21 de setembro de 2010

Como pode um coração
Tão desesperançado e embriagado
Que se torna tão sóbrio
Ao momento de ter lhe avistado
De ter lhe notado
E ter-lhe ao meu lado
Por breves minutos
Ou talvez segundos
Mas enfim, ao meu lado
Vinhos e cores
Músicas e flores
Uma frase e um gesto
Que se tem um manifesto
Da história do presente
Que do presente lhe confeço
Não quero que me veja
Não quero que me sinta
Não quero que me queira
Apenas saber que existes
Somente o que preciso
Pra continuar existindo também.
23.47
Borin.

terça-feira, 27 de julho de 2010

que vontade de chorar assola o meu pensar
vai sufocando, sufocando até que consegue me esmagar
esmaga-me tudo, com o pilar agudo a dançar
sobre todo o meu futuro, sobre todo o meu sonhar.

peço ao ar com agonia
pra me dar mais uma vida
e me poupar dessa partida
de no fim perder a magia.
de no fim perder o sonhar.
02.16
Borin.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Que coração esse tão
[fraco
Bate num pulso todo todo
[ritimado
Se encanta pelo afeto
Que até pode ser concreto
Mas no entanto, abstrato

Demonstra todo um pudor
Que nos olhos revelam valor
De querer ou de partir,
No entanto apenas sentir.
11:47
Borin