Ferreira.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Chutando o balde
Do nada o mundo para. O falatório cheio de razão chega aos ouvidos como um apito fino, daqueles apitos para chamar cachorros. E todas as atitudes que antes eram certas se tornam tolices impostas por outrém. Não era isso o que eu queria fazer. Não era nada disso o que eu queria ser. Mas a ideia de ser o certinho, "bom moço", era mais forte que o instinto de ser eu mesmo. Essas tolices já não tem o mesmo gosto. Já não fazem mais sentindo. É hora de viver os últimos segundos como devem ser. Herói e vilão? Não tem mais definição. É hora de sentir o sabor do que se quer; com um tempero do proibido fica mais gostoso. O que hoje é lei, amanhã pode mudar. Então é tempo de ignorar e seguir o instinto de ser o que se quer ser. De chutar o valentão da loja. De baixar a bola do bambambam da esquina. Vou atear fogo em carros e lutar pelo o que acho certo. O relógio está tiquetaqueando. E nada disso está ao meu favor.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
As pessoas acham que é só piscar
que as coisas se arrumam em seu lugar
parece que é só pensar
pra essa zona se ajeitar
Quem dera
Estalar os dedos, a cabeça no lugar
Depois de um espirro, não mais chorar
Num acordar, o bicho papão matar
Num tropeçar, não transbordar
A magia eu sei de onde vem
Mas o livro de feitiços anda velho
As letras apagadas e páginas rasgadas
A varinha está cansada
De sorrisos forçados
E pés calejados
Quem dera
Estalar os dedos, não mais chorar
Depois de um espirro, cabeça no lugar
Num acordar, o pesadelo acabar
Num tropeçar, continuar a andar...
Ferreira.
que as coisas se arrumam em seu lugar
parece que é só pensar
pra essa zona se ajeitar
Quem dera
Estalar os dedos, a cabeça no lugar
Depois de um espirro, não mais chorar
Num acordar, o bicho papão matar
Num tropeçar, não transbordar
A magia eu sei de onde vem
Mas o livro de feitiços anda velho
As letras apagadas e páginas rasgadas
A varinha está cansada
De sorrisos forçados
E pés calejados
Quem dera
Estalar os dedos, não mais chorar
Depois de um espirro, cabeça no lugar
Num acordar, o pesadelo acabar
Num tropeçar, continuar a andar...
Ferreira.
domingo, 27 de outubro de 2013
Vi um portal e atravessei
Fui pr'a um mundo colorido
Com todas as cores do branco
Com desenvoltura de Nanaê
Oxum, Oxossi e Iemanjá
Rodando a nos benzer
E quando voltei, voltei sem querer
Sem saber o que beber, comer ou dizer
E eis que surge você
Que nada diz do meu querer
Só desbalança o eixo
Deixa cair o queixo
Não por ti ou teu desleixo
Só por me trazer lembranças
Lembranças de tempos outroras
De uma vida remota
Lembranças...
01:32
Borin.
Fui pr'a um mundo colorido
Com todas as cores do branco
Com desenvoltura de Nanaê
Oxum, Oxossi e Iemanjá
Rodando a nos benzer
E quando voltei, voltei sem querer
Sem saber o que beber, comer ou dizer
E eis que surge você
Que nada diz do meu querer
Só desbalança o eixo
Deixa cair o queixo
Não por ti ou teu desleixo
Só por me trazer lembranças
Lembranças de tempos outroras
De uma vida remota
Lembranças...
01:32
Borin.
Não queria admitir
minha maior alegria
minha melhor companhia
é minha solidão.
Nela me escondo
me camuflo como mato
talvez, bicho-do-mato
talvez apenas Colombo
descobrindo meu único mar
meu porto singelo
meu refúgio banguelo
àquele com os dentes amarelos
Talvez uma moça na noite
uma donzela bonita
procurando seu querer
seu desejo que nem mesmo se sabe o que
que um dia talvez encontre, ou não.
Mas eis que sua dádiva se dá por se ser
Ser àquela que não se sabe o porquê.
01:20
Borin.
minha maior alegria
minha melhor companhia
é minha solidão.
Nela me escondo
me camuflo como mato
talvez, bicho-do-mato
talvez apenas Colombo
descobrindo meu único mar
meu porto singelo
meu refúgio banguelo
àquele com os dentes amarelos
Talvez uma moça na noite
uma donzela bonita
procurando seu querer
seu desejo que nem mesmo se sabe o que
que um dia talvez encontre, ou não.
Mas eis que sua dádiva se dá por se ser
Ser àquela que não se sabe o porquê.
01:20
Borin.
Posso ser uma lebre
vivendo entre bocas de leões
dançando entre seus dentes
escapando de suas visões.
Posso ser um macaco
de galho em galho a pular
sempre com seus truques e confusões
pra no final, na banana escorregar.
Posso ser um gato
e ter sete vidas a zelar
agitar a vizinhança
e com um carinho, se deixar levar...
Posso ser uma vaca leiteira
e seu bezerro aconchegar
ou apenas carne e leite
posso te proporcionar.
Posso ser uma galinha
ciscando e cacarejando
de galinheiro em galinheiro
de cócoras a pestanejar.
Posso ser várias coisas
mas quando olho no espelho
Só vejo um único reflexo: Mulher.
23:49
Borin.
vivendo entre bocas de leões
dançando entre seus dentes
escapando de suas visões.
Posso ser um macaco
de galho em galho a pular
sempre com seus truques e confusões
pra no final, na banana escorregar.
Posso ser um gato
e ter sete vidas a zelar
agitar a vizinhança
e com um carinho, se deixar levar...
Posso ser uma vaca leiteira
e seu bezerro aconchegar
ou apenas carne e leite
posso te proporcionar.
Posso ser uma galinha
ciscando e cacarejando
de galinheiro em galinheiro
de cócoras a pestanejar.
Posso ser várias coisas
mas quando olho no espelho
Só vejo um único reflexo: Mulher.
23:49
Borin.
A vida seria mais simples
se me deixassem ave virar
se deixassem minhas asas içar
sair em meu voo destemida, sozinha.
Mas sempre prestes a bater asas
eis que surge um moço
e profere em seus lábios
- Menina! Grita em um estalo
oras, que erro fatal
eis que o moço carnal
não via em sua frente
a realidade banal
a tal chamada menina
qualquer coisa seria
seria uma ave, ou até mesmo mulher
mas menina, essa já se foi em tempos outrora.
22:43
Borin.
se me deixassem ave virar
se deixassem minhas asas içar
sair em meu voo destemida, sozinha.
Mas sempre prestes a bater asas
eis que surge um moço
e profere em seus lábios
- Menina! Grita em um estalo
oras, que erro fatal
eis que o moço carnal
não via em sua frente
a realidade banal
a tal chamada menina
qualquer coisa seria
seria uma ave, ou até mesmo mulher
mas menina, essa já se foi em tempos outrora.
22:43
Borin.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
E foi medo só o que senti
e o medo transborda em mim
Mas só eu sei o que é chinfrim
De tanto insistir, de tanto resistir
acreditei
De tanto estranhar, de tanto relutar
entreguei
Achei, bem lá no fundo
um alguém querendo amar
resgatei um coração imundo
que cansava de sonhar
Mas agora ele acordou
tudo à tona voltou
só não sabe mais quanto é um mais um
tudo de novo vai ter que aprender
E tudo o que há de bom
vai dar a você.
Ferreira.
e o medo transborda em mim
Mas só eu sei o que é chinfrim
De tanto insistir, de tanto resistir
acreditei
De tanto estranhar, de tanto relutar
entreguei
Achei, bem lá no fundo
um alguém querendo amar
resgatei um coração imundo
que cansava de sonhar
Mas agora ele acordou
tudo à tona voltou
só não sabe mais quanto é um mais um
tudo de novo vai ter que aprender
E tudo o que há de bom
vai dar a você.
Ferreira.
sábado, 30 de março de 2013
Cantiga #1
OK,
eu me rendo
ao seu abraço, sua risada
à sua voz descoordenada
eu me rendo
ao teu colo tão quentinho
ao seu excesso de carinho
eu entrego
chave, senha, manual
e tudo que acho que é normal
para abrir meu coração
só peço um pouco de atenção
e um cado de compreensão.
Ferreira.
eu me rendo
ao seu abraço, sua risada
à sua voz descoordenada
eu me rendo
ao teu colo tão quentinho
ao seu excesso de carinho
eu entrego
chave, senha, manual
e tudo que acho que é normal
para abrir meu coração
só peço um pouco de atenção
e um cado de compreensão.
Ferreira.
domingo, 24 de março de 2013
O poeta miserável
Afinal, quem eu sou?
No momento que a primavera chega
A flores renascem
E eu as arranco sem piedade
Quem eu sou?
Um poeta jogado ao vento
fardado ao sofrimento
por não aceitar a alegria
a felicidade de um novo amor
Quem eu sou?
um miserável pela rua
a vagar sem rumo
destruindo e rasgando
sua condição de viver
Quem eu fui?
O que eu fiz?
deixei ir
àquele que me trouxe a vida
deixei partir
quem curou minhas feridas
Agora vou te encontrar em sonho
Pois só lá tu espera por mim.
02:02
Borin.
No momento que a primavera chega
A flores renascem
E eu as arranco sem piedade
Quem eu sou?
Um poeta jogado ao vento
fardado ao sofrimento
por não aceitar a alegria
a felicidade de um novo amor
Quem eu sou?
um miserável pela rua
a vagar sem rumo
destruindo e rasgando
sua condição de viver
Quem eu fui?
O que eu fiz?
deixei ir
àquele que me trouxe a vida
deixei partir
quem curou minhas feridas
Agora vou te encontrar em sonho
Pois só lá tu espera por mim.
02:02
Borin.
domingo, 3 de março de 2013
S&M
Ando tão torta quanto o pau que não se endireita
Ando errando os erros de antes
Ando andando contra a corrente
Ando andando, andando
Parada num mesmo ponto
girando atrás do rabo
Ignorando o mundo e seus costumes
aos quais não me acostumo
Ignorando as leis do meu reino
Meu inferno particular anda agitado
Sem rumo, tapado
Sem força, razão ou emoção
Ando tão sem flor nem pele
Que qualquer beijo de novela me faz correr
Assim, eu estou tão cansada
Mas não pra esperar, minha nova esperança chegar
Ferreira.
Ando errando os erros de antes
Ando andando contra a corrente
Ando andando, andando
Parada num mesmo ponto
girando atrás do rabo
Ignorando o mundo e seus costumes
aos quais não me acostumo
Ignorando as leis do meu reino
Meu inferno particular anda agitado
Sem rumo, tapado
Sem força, razão ou emoção
Ando tão sem flor nem pele
Que qualquer beijo de novela me faz correr
Assim, eu estou tão cansada
Mas não pra esperar, minha nova esperança chegar
Ferreira.
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