domingo, 26 de agosto de 2012

Como eu posso me sentir tão perdida
venho me ocupando, me ludibriando
mas a noite é meu temor
por mais que a cabeça esteja cansada
no fim, ela sempre vai te buscar
como durmir em paz, sabendo que não me quer mais
talvez nunca quiz
e eu sempre tão boba
tão imbecil, achando que tudo é lindo
não vejo as coisas como são
a neblina me cegando
deixando só as partes boas
me diz, como lidar com o que dói?

Coração, o cara mais sacana que conheço
sempre me preparando essas armadilhas
se pudesse voltar no tempo
Ah como queria isso!
Não teria cedido
Não teria encontrado esse sentimento
Do que adianta ser tão lindo
se só serve pra derramar lágrimas nos meus olhos.
Sei que não tenho direito de sofrer
Nem sei o que sinto
só sei que dói pensar
que por mais que de tudo tenha feito
não te agrado
não se importa comigo, não me quer.
Dói.
E fico perdida nessa dor
tentando achar o ar.

Já chorei e sofri tantas vezes
mas antes, não era nada
Ando confusa, minha estrutura anda torta
e o mais difícil
levantar todos os dias da cama
e mostrar pro mundo que to bem.
quando na verdade
nem queria levantar.

Merda, merda, merda!
Que grande merda!
e cada vez mais você me mostra
o quão não se importa
e cada vez mais eu me humilho
corro atrás, só pra ter um pequeno instante
de você aos meus braços
será que vale a pena?
essa resposta você me mostra a cada dia
com seus atos, a questão é:
só pareço ser forte, mas fraca sou
não consigo pular fora do barco
não consigo...
por mais humilhante que seja
por mais degradante
se eu puder escolher
sempre escolherei ve-lô aconchegado em meus braços
mesmo que não tenha ninguém pra me aconchegar.

Borin.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Eu corro

Andava fugindo
Para minha segurança
(falsa segurança)
Corri quantas vezes meus pés aguentaram
Mesmo descalços
Mesmo cansados
Mesmo doídos
Fizeram de tudo pra me defender
Mas o vento que faz,
quando se está correndo,
Leva tudo embora
Flores, cartas e bombons
Vinhos, piadas e lençóis
Deixa apenas um vazio
Fresquinho, sem graça
Sem cor
E nessa vida cinza,
Concreta
Me aparece a ponta amarela de um arco-íris
Bem ao longe (longe mesmo)
Tentei correr
Mas é tão vivo
Tão sutil...
Algo abstrato assim
Fica difícil de explicar
Mas é tão fácil sentir
As cores entrando de novo
Nesse vazio do vento.

E eu, tola, púbere
Volto a ser eu
Suspiro aos cantos do mundo
Por sonhar de novo
Com os regalos de outrora
Flores, cartas e bombons
Vinhos, piadas e lençóis
Por querer de novo
Um príncipe encantado
Eu acho que ele mora longe
na ponta amarela daquele arco-íris
Longe mesmo
Mas vou correr
Por ser tão vivo
Tão sutil
Eu vou até lá
Ver como é
(Não custa tentar).

Ferreira.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tenho andado vivendo assustado
com borboletas incessantemente voando em meu estômago
E minha mente, pobre mente
pensando mil coisas em um estalo.

Tenho andado tão feliz
quando estas aqui ao meu lado
De lhe falar e lhe ouvir
De seus abraços sentir
tudo com esmero bocado.

Queria tanto gritar
aos quatro, cinco ou seis
à todos os cantos do mundo
todos de uma só vez
Mentirinha... bem lá no fundo
só preciso dizer a você
mas o medo me consome
Tenho medo de lhe falar
e assim afastar seu querer
talvez, quem sabe, te assustar
por isso prefiro emudecer.

Mas sendo sincera
meu, desde sempre, amigo
desde o primeiro momento
saber, eu não sabia
Mas desde o primeiro olhar
meu corpo sentiu
que de mim fugia
E que todo aquele sonhar vinha tentar me alertar
que sendo o oposto do que queria
Foi e é exatamente o que quero.

23:10 

Borin.