quinta-feira, 25 de junho de 2009

XV - Bela cena. Fotografia.



Espero e não descanso
Te quero e não me canso
"Mi gusta querer te a ti"
Seus olhos penentrando os meus
O mesmo ar
Em nossa cabana
O teto solar
A luz reflete seu suor
Cada gota
No corpo seu
Fonte de meu ânimo
A dor em meu peito em lhe ver
Não deixou meus olhos virar
Essa dor em meu peito de ser
Não deixou esse peito calar
Cada mol de você
Eu quero tocar
Sentir na pele o prazer
De amar...
Just for now.

Ferreira.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

[...]


Oca, vazia

sem forma e sem rimas

sem beleza, sem alegrias

sendo esquecida entre poeiras

Soprada pelo vento

'sem lenço e sem documento'...

18:05



Borin.

domingo, 21 de junho de 2009

XIV - Não sei o que sinto agora.




Não importa o que tenho a dizer
Não muda o que passou

Em meu canto me calo
(Eu tento)
Pensando no porquê
Dos meus erros banais
De minhas provas infindas

Aquilo tudo que quero
Escondo
Atrás de outros muros
Momentos impuros
Contrários àquilo
Que me faz bem
Melhor que qualquer outro
Momento que possa ter

Ferreira.

XIII


Troquei meu sono
Pela imagem
De você
Em sono profundo
Em seu mundo
Tanta expressão
Mais do que acordado
Daí percebi
E admiti
Que era ali que queria estar
Mais do que qualquer lugar

Mesmo sendo tarde
Mesmo longe
Era ali.

Ferreira.

Deep. Creep.


Aceito minha condição
De sim e de não
Depois de tanto tempo
Tanta confusão

A luta agora é outra
O oponente é difícil
Quase irredutível
Eu

Meu medo de ser
Meu medo de ter
Cheia de dúvidas

Preciso de provas inúteis
De liberdade e independência
Que mostram solidão e inocência
Tanta coisa se perde
Por aquilo que me fere
Me enoja
Pra que fazer?
Provar que tenho o controle
Que tomo minhas decisões
A custo de quê?
Decisões que nem são minha vontade
Só pra provar que não me prendo a ninguém.

(Mentira...)

Ferreira.

XII


Qualquer um pode prever
Que uma hora vai acontecer
"Eu sei,
Sou impulsiva"
Darei, pra variar,
Um passo pro abismo
Com todo o egoísmo
Que a vida me propôs
Perdida, indefinida
Alterada, confundida
Caio na besteira
Cometo outra asneira
Acabando com o momento
Tão preparado
Tão esperado
Não adianta desculpar
O sentimento já plantei
Só me resta esperar
Pelo que, eu não sei

Espero por você
Vir me falar
Que pra mim quer voltar
Mesmo triste, decadente
Por vezes deprimente.

Ferreira.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Em sonho, descarrego.


Tudo entalado
Tudo calado
Em meu peito

Tudo guardado
Tudo lacrado
Que jeito?

Com todos os sinais
Ceguei
Como os meros mortais
Errei

Acreditei que era verdade
O meu peito entulhei
Eu neguei a falsidade
Minha mente calei

Sempre quando se cala
Seu efeito é maior
Para o bem ou para o mal
Conseguiu o seu melhor

Disse não ser por querer
Que repete isso ou não
Fazer outrém sofrer
A quem culpa então?

Supostamente traído
Supostamente sabido
Mentiras, dúvidas
Talvezes (tal vezes)

Feriu tudo que acredito
Acabou! E tenho dito!
Obrigado por me alertar
Isso tudo veio a calhar
Deixou a porta entreaberta
P'ra palavras, como vento,
Me carregarem
Para outro rumo.

E tudo fica entalado...

Ferreira.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


Aqui sentada em minha cama
assustada pela chegada
dessa pressão em minha mente
dessa pressão em meu coração

Vejo que em todo meu labor
tenho medo dessa dor
Os fatos, triste me deixam
quando vejo que o que foi
não foi

Afetada pelo afeto
que não tive, desconcreto
anceio tua chegada
e oro para que não tarda

As mãos deslizam
mas sem boca para falar
sem visão para me olhar
e sem coração para me amar

Então de que me adianta ter as mãos
se o que preciso é o coração
De que me adianta o mundo
se ele está sem tampa e sem fundo

Por mais que não procure
ela vem inconsciente
então agora me procuro
Só, espero me encontrar
Assim poderei te amar

E agora, com olhos molhados
fecho-os para a razão
e vou me encontrar com você
Isso dói. Próximo a solidão.
02:33

Borin.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Just for now


Sou a dúvida
A certeza do não saber
A vontade de assim ser
Apenas por agora
Pra esvaziar meu coração
Descarregar minha tensão
Largo um pouco o mundo
Descuido de meu ímã
Esvazio meu divã
Pra que eu possa deitar

Meto os pés pelas mãos
Por que assim eu sinto
Que estou vivendo
Interagindo com outros
"Trancado dentro de mim mesmo"
Tentando a mão acertar

Cada um em seu momento
Posso ser um tanto devagar
Mas tinha coisas a fazer
E tive que esperar
Pelos erros de agora

Prefiro não pensar
E deixar o vento me levar
Até alto mar
Com monstros e dragões
Lá é meu lar

Por agora.

Ferreira.

12,28 pm

domingo, 7 de junho de 2009

XI - Panapaná


Parada em movimento
Olho pela janela
Vozes por todo lado
Barulho demais

O silêncio me toma
Nada mais ao redor
Vejo nós dois
Naquele canto
Em nosso momento
Foi ali
Que ouvi e entreguei
Meu coração

Um frio na barriga
Acordei
Borboletas em mim
Meus lábios sorriram
Meu olhos afogaram

A causa e a cura
É você.

Ferreira.
4:15 pm

segunda-feira, 1 de junho de 2009

X - Poema sem graça.



Eu sinto a diferença
Em meio peito pulsar
De tão contente

Vivendo uma crença
De que vale esperar
Parecendo doente
Mas prefiro tentar
Que não ter dado chance
A mim de amar

Talvez não consiga
Mas nisso não penso
Prefiro a cantiga
Que toca aqui dentro

Palavras clichês
Rimas pobres
Poemas sem graça

Não me canso de dizer
Que por você espero
O quanto lhe adoro
O quanto lhe quero.

Ferreira.

Aff...