sábado, 3 de dezembro de 2011

Paredes ruíram.

Fui como um cômodo
Feito em quatro paredes
Mas sem chão ou teto
Meus pés, sempre no ar
Para não morrer meus sonhos
Nesses chãos secos e duros
Sem telhados para quebrar
Quando alçar voos para pensar

Num grande incômodo
O sentimento se perde
Tento um choro quieto
Sem fé, sem lágrimas para secar
E ao doer me envergonho
De me meter em apuros
Nesse negócio de amar
Alçando voos pra pensar

Ferreira.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

(Sem) Confetes e Serpentinas


Acabou a festa.
Sem DJ, globo de luz e fumaça.
Sem música pra dançar.
Já não tem mais papéis picados brilhando no ar.
O bolo sumiu.
Sem desejos a serem realizados, as velas derreteram.
Sobraram apenas alguns parentes.
Peraí, tem mais um ou dois ali no canto.
Ah, são meus amigos.
Mas o calor da festa,
já não tem mais.

Isso, você levou.
E agora? Não tenho calor da festa, nem o aconchego do amor...
Felizes para sempre? Balela.

Ferreira.