sábado, 3 de dezembro de 2011

Paredes ruíram.

Fui como um cômodo
Feito em quatro paredes
Mas sem chão ou teto
Meus pés, sempre no ar
Para não morrer meus sonhos
Nesses chãos secos e duros
Sem telhados para quebrar
Quando alçar voos para pensar

Num grande incômodo
O sentimento se perde
Tento um choro quieto
Sem fé, sem lágrimas para secar
E ao doer me envergonho
De me meter em apuros
Nesse negócio de amar
Alçando voos pra pensar

Ferreira.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

(Sem) Confetes e Serpentinas


Acabou a festa.
Sem DJ, globo de luz e fumaça.
Sem música pra dançar.
Já não tem mais papéis picados brilhando no ar.
O bolo sumiu.
Sem desejos a serem realizados, as velas derreteram.
Sobraram apenas alguns parentes.
Peraí, tem mais um ou dois ali no canto.
Ah, são meus amigos.
Mas o calor da festa,
já não tem mais.

Isso, você levou.
E agora? Não tenho calor da festa, nem o aconchego do amor...
Felizes para sempre? Balela.

Ferreira.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Demolição

Abri mão
Dei a você
Que tomou direção de quase tudo
Se dizendo desnudo
Me despindo de mim
Me vestindo de fantasia
Entreguei meu coração
Pra que ficasse ao lado teu
Abri minha cabeça
Enchi de sonhos
De promessas infindas
Cheguei ao chão
Me arrastei aos seus pés
Supliquei

Amor é verdade
É inteiro, parceiro, companheiro
Sem fissura
Cheio de cortes
Mas sem chegar
Onde cheguei
À morte
Despedaçados, corpo e alma
Cabeça em angústia
Em perguntas
Pra quê jogar fora
O amor de outrora
O conto de fadas
Que um dia criou pra mim
Está chegando o fim.
Enfim...

Ferreira.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não gosto do covarde
Que mocinho diz ser
Tentando enganar o saber
Mas no fundo é um tremendo encarte

Coitado desse larápio
Vive por aí a vagar
Encantando Margaridas
Deixando todas a suspirar

Mas se enganou
Pois Margarida não sou
Prefiro o canalha sincero
A um mocinho banguelo.
03:01

Thayla Borin.

domingo, 28 de agosto de 2011

Romance do Contra-ponto

Ê menina fraca
Menina boba
Menina moça
Menina farta.

Menina na história, bandido
Fecha os olhos pra atirar
Corre corre até disparar
O tiro pra selar a morte do mocinho
E na iminência do ocorrido
Pára pra olhar
E quando vê...
Atirou no próprio partido.
02:27

Borin.
Eita desejo bobo
Que de tão bobo
Sinto borboletas no estômago
E isso me dá um certo enjôo.

Sorri, me deixei levar
Emudeci, não conseguia falar
A canção continuava
Ecoando notas pelo vento
Tentava falar, me mostrar
Mas só conseguia te olhar
Te digo que até tentei pensar
Mas nem isso fiz
Só fiquei a te olhar.

E as borboletas voltam a voar...
Me causando enjôo
Eita desejo bobo.
23:47

Borin.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na verdade sou algo jogado
Espalhado pelo vento
Não tente conter
Não tente reter
Não tente!
O máximo a cativar
É o afastamento do meu olhar.

Por isso não venha
Fique no seu canto
Se contente com seu pranto
Que tu mesmo se pôs a cavar.

Por isso não chame
Não adianta falar
Suas inhas e inhos da vida
Isso não vai me motivar.

Não tente
Não venha
Não chame
Me deixe apenas voar.
17:34

Borin.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Meu príncipe encantado
Não precisa ser um príncipe
E também não ser encantado
Ele pode ser um sapo.

Ele precisa saber sentir
Ele precisa gostar de mim
Ter em seu coração
O sentimento de nossa paixão.

Digamos que esse tal príncipe
Nem um tanto encantado
Não seja a beleza
De toda uma natureza
Emoldada em um quadro
Mas que seja para mim
O meu príncipe encantado.
03:42

Borin.
A população unificada
Traz a evolução acelerada
Ao crescimento de uma nação
Com apenas um coração
[o coração brasileiro]
Que bate por todas as raças
Que bate por todas etnias
Por todos grupos em suas praças
Todo aquele canteiro
De uma diversidade singular
Que só se encontra
Nesse nosso Brasil popular.

Por isso meu caro companheiro
Vamos juntos cantar
"Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada, Brasil!".
03:54

Borin.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

avatar

somos um todo. somos o todo. cada vida é fundamental, é elemento crucial. faz ou fez ou fará a diferença. cada uma (vida) deve ser respeitada, agradecida e voltar ao todo, à terra. é como voltar ao ventre e nascer outro, refeito, novo de novo.
um filme famoso mostrou com beleza e delicadeza a importância de cada ser e como mal tratamos tantas vezes aqueles que são parte de nós. mas nem fama, sucesso, tecnologia e beleza foi suficientemente eficiente para mostrar a verdade ao mundo. mundo cego, surdo, mudo, insensível - de todas as maneiras possíveis - aos sinais dos erros que são cometidos a cada segundo. não desfrutar daquilo que foi feito para nós, não parece ser coisa muito lógica a se fazer. pensar em proteger ao próximo é dos melhores atos que há, mas proteger o destino dele mesmo, ainda não faz sentido. não que todos tenham nascido para alimentar alguém, mas temos algumas funções programadas previamente que devemos estar dispostos a cumprir e que nossa natureze nunca irá aceitar desperdício para mais ou pra menos.

Ferreira.

sábado, 2 de julho de 2011

Meus olhos não se encheram de lágrimas
Meu coração saiu do corpo
[todo todo acelerado
Sentou na cadeira ao lado
e imóvel ficou
olhando um corpo apático
um corpo sem rubor
um corpo gélido
um corpo morto de amor.

Morto pela esperança na vontade
Por ter fé em ser só bondade
a frente de uma emoção
Traido pelo canalha covarde.

Brincar com algo bom
Talvez não se deva não
Sentir-se apenas diversão
Talvez sendo tudo ilusão
Mas talvez...
Um talvez verídico.
Mas talvez.
21:50

Borin.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Blind

You used to accept me
Flaws and all
I used to accept you too
But now
After all this pain
I became insane
And, I cannot love you
Like I did before

I told you since the beggining
The first time that heard you screamming
That you've been rude
I told you
Why couldn't you hear me?
I said that wouldn't stand the pain for too long
I couldn't
I can't

Damn, are you blind?
Can't you hear?
Can't you feel?
That this hurts me
All this kills my soul in the deep

I think you don't care
You really don't care
So many tears that you saw
rolling down my face
And so many times that I've cried alone in my bed
(night, afternoon or day)
Boy I say
I don't want be hurted (hurt no more)
I wanna love (love and love)
Tears, only for happiness
Or for missing you
Be with you in my mind
in the good times
There's no meaning be with you
If I'm dying
Love is for living
In our case, for dreaming
apart
Without this pain
If you're blind now
I'll wait this illness pass
But I cannot find the cure
I can't help you
I'm trying to help us
Helping me
I cannot die
I cannot die anymore
no more
no more.


Ferreira.




quinta-feira, 9 de junho de 2011

No âmbito selvagem da procura
pelo incessável gosto da resposta
trazia a imagem de uma bula
receitada pela sede que se mostra.
E se contendo em procurar
procurar, procurar, procurar...
fazia de mim um achado
que aos poucos se perdia
se transpondo ao que não se podia achar.
Um quebra-cabeça inerente
jazia numa breve mente dormente
ao pranto que de toda sua procura
lhe trazia o agrado descontente.
01.39

Borin.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Meu caro amigo
me perdoe por favor
se perdi a linha
o rumo certo
p'ro caminho reto
Atrás de solução
procurei em ti
um ombro amigo
um abraço quente
como irmão
fiz bagunça
fiz besteira
usei o seu braço
como impulso
por impulso
p'ra minha solução
erro meu
que tola eu
joguei fora
o que não devia
o que não queria
a pedir perdão
continuarei
mesmo em silencio
respeitando o desgosto
que causei a você
e a todos
caros amigos...

Ferreira.

terça-feira, 7 de junho de 2011


Me perdi no meio dos erros sem remetente definido. Sumi entre dores e receios. A dor no meu peito querendo pular pela garganta, tomando conta do meu pulmão, tirando o suspiro de esperança no sucesso do nosso amor. Dor tamanha me tirou o cérebro e congelou meu coração, me deixando apenas um imenso desespero, sede pela solução. Dor imensa que me deu como solução o fim à espera de um recomeço. Mas a covardia tomou meu corpo provocando o maior dos erros. O mais sujo e nojento dos erros. __ . A agonia tomou nova forma e aumentou. Piorar o que não se podia piorar. Ferir Deus e o mundo (literalmente) só doeu mais e mais. Trazendo de diferente apenas a dormência e a náusea.
Mas faz pensar. O que é pior: várias feridas medianas a graves que nunca cicatrizam (por falta de oportunidade) ou uma única ferida profunda?

A resposta nunca virá.

Ferreira.

domingo, 5 de junho de 2011

Cheguei a cogitar
mas recuei
talvez pela disparidade de vivência quem em nós se apresenta.

Mas as marteladas em minha mente
Foi me levando a repensar
Porém tinha certeza
Que era apenas uma garotinha ao seu olhar.

Fui tomada pelo acesso
de então lhe encontrar
E nessa difícil tarefa
De tudo, lhe confeço
à primeira vista de teu falar
comecei a tagarelar
garantindo certo temor de não lhe agradar.
Então logo constatei
o que uma noite de conversa pôde no fim me causar.
Vi-me embaraçada
por não saber em que pisar
E meu temor se findou.

Joguei-me para os leões
meus vícios mesquinhos
Não achou tão fofinha
Não era apenas uma garotinha
com um copo de whiskey na mão
e na outra jazia um cigarro acesso
Dei a sorte de encontrar um coração
em meio a toda multidão
que então me deu um chão.

Mas daí constatei
que todo amor mal compreendido
me deixa com o coração partido
mas no fundo são os que realmente amei.
00:05

Borin.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Que legal!
Mais uma vez
Com a roupa pendurada no varal.

Sem secar
Sem um sol, sem um céu
Sem nunca tirar o véu
Ao ver-te transbordando
Por quem não era eu
Me senti vazia
Me senti batida
Me senti... só eu
Num mundo que não era o meu
O corpo estremeceu
E eu não senti estremecendo
Não senti empalidecendo
Deixei que todos vissem
O que sou e pra onde vou
Deixei que todos sentissem
Que meu eira perdeu o beira
E minha beira perdeu o sentido
E meu sentido perdeu meu amigo.

[Amigo coração...]

02:57
Na madrugada do melhor dia, triste porém feliz.

Borin.

domingo, 17 de abril de 2011

Round 1

Ah!
Esse monólogo de nós dois
Mesmo assunto em outra língua
Para ver se encontra
O idioma universal

Ei!
- Fala baixo por favor
- Não enrola então, pô
- Assim não deve ser amor
- Cê não me deixa explicar

Ai!
Ser rude assim me dói demais
O nervosismo nos distrai
Do nosso foco, ser feliz
Daquela nossa santa paz

Vai!
Dar uma volta para pensar
Que eu não vou me acostumar
Com esse modo de falar
Se é assim não quero amar

Sai!
Desse mundinho impaciente
Posso parecer descrente
Mas sou apenas consciente
Do respeito entre a gente

Sei
Que o amor é infinito
Que pode ser bem mais bonito
Sem ter aquele faniquito
Sem ouvir nem mais um grito
...
Ferreira

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

História de estórias

Por já estar ciente
e fazer de mim solidão
do agrado descontente
de por fim abrir a mão

Mas tu vens calmamente
galgando em teu terreno
com teu brado displicente
e teu delgado corpo moreno

E me faz repensar
no fim que vira talvez
perante o eterno sonhar
de pensar em "era uma vez"...
01:27

Borin.
Quantas carinhas, cada rostinho
Cada frasco, com um líquido dentro
Mas oh que estranho
O cheiro é inodoro
E seus pensamentos impalpáveis
Tagarelar pra quê?
Estou perdendo a vontade
Queria ter o poder da água
Para simplesmente evaporar
Sumir e talvez não mais voltar.
Borin.
Que turbilhão festejo
nesse pobre coração
Que de tão pobre
não se compra nem uma única paixão

Mas não se engane, meu caro amigo
Pois nele não se faz triste não
Ele apenas está por está
E dá por se guardar
E ao tempo em que se faz rei
Sem ao lado uma rainha
Mas tendo sempre seus bobos da corte
A lhe fazer companhia.
Borin.