segunda-feira, 25 de junho de 2012

De que me adianta tanto riso, tanta alegria
Se como todo palhaço, me pinto, me disfarço
Me refaço toda manhã
Pois à noite me despedaço em dúvidas


Duvido se possível ter você
Duvido ser impossível amar você
Duvido ser você
Duvido não ser


Não se deve mexer naquilo que está bom
Já dizia meu pai
Não deve se arrepender de não tentar
Já dizia o mundo


Será tudo isso medo?
Será apenas segurança?
Será que há diferença?


Enquanto não sei
Aproveito as noites
Em que me centro
Sou cada vez mais eu


Porquanto não sei
Engano a mim com açoites
Enquanto aqui dentro
Sou cada vez mais eu


Ferreira.

domingo, 24 de junho de 2012

Linha tênue

Quando minha segurança se torna medo
Minha certeza, bloqueio
Cada passo que você dá
É uma batida torta aqui dentro

Até quando esperar
Pra que se torne inevitável
E se quando esperar
Tornar o amor inalcançável

Quando amar se torna amor
Minhas dúvidas, dor
Cada traço que você dá
Num sorriso torto, me ajeito

Até quando pensar
No que pode ser melhor
E se quando pensar 
Nos traz o pior

Quando cegar é o não querer ver
Procurar, querer responder
Cada letra que você dá
Me faz crescer

Até quando negar
Aquilo que dizem meus sonhos
E se quando negar
Tornar tudo mais fácil

Quando mudar é melhorar
Concordar, ceder
Cada olhar que você dá
Me faz decente

Se nada que é bom vem fácil,
"Quanto tempo você esperaria o amor da sua vida?"
O tempo necessário para encontrá-lo
 
Ferreira.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

- Como pode ser?
   Amar o amor e temer o amar?
- Na verdade, não temo o amar.
  Temo termos, etiquetas.
  Prefiro o desejo natural de ser só um
  A acordos, contratos, subentendidos.
- Como pode saber o outro que é hora de ser um?
  Não há hora marcada, definida.
  É a hora sentida.
  Se sinto ser seu, por que não sê-lo?
  Por que não dizê-lo?
  Assim, não serão necessárias adivinhações.
- Como pode parecer tão fácil?
  Não seria arriscado?
- O que é o coração se não uma mesa de jogos?
  Um mar de possibilidades,
  O reino das probabilidades.
  E a mais frequente é a de estar certo ou não.

Em terra de dualidade, as coisas ficam embaralhadas.

Ferreira.

Eu

Posso já ter levado sorrisos, assuntos
Mas nunca foi minha meta
Minha seta aponta para o alvo mais belo
(Nem sempre o que é belo pra mim é pro mundo)

Mas é o que consta nos astros, nos signos
Ser marginal
Ser confusão total
Possuir amor incondicional
Por tudo o que há de bom
(Nem sempre o que é bom pra mim é pro mundo)

Por vezes, tentei me achar em outro lugar
Mas ei, só me acho em mim
Que é onde tenho lugar cativo
Mesmo que a cama esteja empoeirada, às vezes
O teto tenha goteira, às vezes
É lá que tenho meu travesseiro preferido
Meu lençol mais quentinho
E é onde tenho meu sofá mais aconchegante
Com minha panela de brigadeiro
Meu cházinho de cadeira
e um controle na mão
Com o qual vou passando os programas chatos
Os nada interessantes
Os sem conteúdo
Os sem beleza

E vou continuar zapeando
À procura daquele me entretenha
À procura daquele que me mantenha
Sempre do meu jeitinho
Que só melhore os caminhos
Com flores e bichinhos

Pois meu labirinto está pronto
Só gosto de companhia
Pra tomar meu passeio matinal

E continuo,
À procura da batida perfeita
Pra ritmar com a do meu coração.

Ferreira

domingo, 10 de junho de 2012

De vezes em vezes
De perna pro alto
Pulando e sorrindo
Sempre curtindo
Em menos de meses

Vestida pra sonhar
Fui em busca de outros braços
E com um salto no calcanhar

Pude enfim te olhar
E ver que o amor é para os fracos

Sempre curtindo
Vi em você um sorriso xD
Cantando, bebendo, brincando
Sempre a espera de você

Sua paz me deixava em paz
Seu sorriso me fazia sorrir
E seu toque me fazia tremer
Não! Deve ser confusão!
Sou só uma garota legal
Ixi... me pregastes uma peça
Nada nada cultural
Também confundi
Que balela de confusão, por mim é real

Troquei a ordem do normal
Brinquei com os versos
Caminhei pela prosa
Sim, meu bem
Não sou bonequinha de luxo
E você nem tão pouco meu príncipe
Nossa soma se repele
A + A não vira L

Deixo de lado histórias
Nada de João e Maria
Meu nome não é Maria
Abdico dos nomes
Sou Fulana, sua amiga
E isso vale ouro
E isso importa
Deixemos de lado as somas
Existe matemática no amor?

Se 1 dividido por 0 vai pro infinito
Não preciso me dividir em nada
Por nada ser infinito
E as somas se somam em nada
Pois no fim, nada de príncipe encantado
eles não são reais
e você é mais que real
e eu, uma rélis mortal
que diz com orgulho
independente do futuro
que estou apaixonada por alguém
e esse alguém é você
Meu amigo amado
Meu amado, amigo.

[E tudo que eu menos quis na vida é tudo o que mais quero, por agora.]

00:15
Borin.
Quando te vi
vimos o comum
vimos o incomum
Quando você viu
eu não acreditei
Acreditei em mim
E depois, acreditei em nós
Pra quê ou Por quê?
Era melhor não ceder
Dizem borboletas no estômago
tudo pro caralho
se o que sinto é apenas formigação
Um quase pro não
Um desistindo no vão
Antes de atravessar a porta
Medo de você, dos seus
Medo de empalidecer, dos teus
Medo... de te perder
E te julgar pelos meus
Um medo tão grande
Que só penso em mim
só penso no meu
no desastre ao extremo.

Vou ceder...
Acho que não quero mais você.

01:35
Borin.
Pouco me importa a capa
Se o que procuramos fica sempre escondido
Lá no fundinho
Aquele fundo invisível
Onde mora sua paz
Onde mora tua glória de viver
onde cabe todo o teu ser
onde um dia caberá o meu querer
Mas por hora, whatever
Vamos tomar mais uma dose?

01:50
Borin.
Quantas vezes será necessário
o mesmo erro de novo
para que eu venha entender
como dançar com você

Balançar a cintura?
Mexer o quadril?
Dois passos pra lá...
Num movimento viril?

Mas dei os passos errados
sacudi a cabeça
Fui mais além
Sentia a música em mim
Fui apenas Eu
Porém o Eu assusta
E você se assustou
ou se cansou...
Fadigado da dança
E me deixou sem par
dançando sozinha

Mas a dança é ágil
Algo versátil
E logo chegará um novo par
Para assim, cometer o mesmo erro de novo

Eita iterância sem fim
Que me sucumbe paulatinamente.

15:40
Borin.
Fui te julgar como um qualquer
Igual a tantos outros
que só procuravam diversão
E assim te assustei
Te afastei de mim

Não percebi o brilho nos teus olhos
que mostra a beleza que existe em ti
Não percebi a imensidão de um coração
Que de tão grande, me fez refletir
que dessa vez a estúpida fui eu
Em tantas vezes sofri
E agora faço com outro o que em mim doeu
Fui canalha, insensível
sempre correndo no tempo
apresando o que é mais gostoso lento
usando o velho truque infalível

E agora, me martirizo ao pensar
Que afastei aquele alguém
Que poderia estar por estar
Sem a espera de um vintém
Apenas ao meu lado por assim gostar.

02:30
Borin.
Nas  lojas da rua
não adianta me procurar
Nas entranhas tua
Aí mesmo é que não vou estar

Bonecas moldadas
em prateleiras enfileiradas
A beleza em perfeição
virando tudo ilusão
Mentira cega mentira
Atrás, o vazio da vida
A vida, sua doce cantiga
De no fim, se tornar em vão.

Borin.

sábado, 9 de junho de 2012

I just wanna be your friend
I don't wanna be your lover
And that's what I really mean
When I try to call you
Why is this so hard to do?
I want nothing from you
Just what we promisse
Let's just be friends
Let's laugh
Let's fight
Let's dance
That's all I miss
That's what I care
That's all I still love from us

What do you think?

Ferreira.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cada vez que te vejo
te sinto, te ouço, te olho
Uma coisa me vem a cabeça
Qual será a verdade?
Será tudo isso besteira?
Será confusão faceira?
Será medo, queira ou não queira?

(Imaginando...)
Uma hora grito ao mundo
O que eu sinto lá no fundo
Que você é meu príncipe torto e a pé
E logo, tudo se apaga
Outra hora grito lá no fundo
O que eu sinto é do mundo
Que você me faz príncipe torto, mesmo a pé
E logo, tudo se estraga

Nada disso me dói
Só mesmo a indecisão
Nada disso me corrói
Só mesmo a saudade que traz
Só mesmo seus outros ais

Ferreira.