quarta-feira, 20 de junho de 2012

- Como pode ser?
   Amar o amor e temer o amar?
- Na verdade, não temo o amar.
  Temo termos, etiquetas.
  Prefiro o desejo natural de ser só um
  A acordos, contratos, subentendidos.
- Como pode saber o outro que é hora de ser um?
  Não há hora marcada, definida.
  É a hora sentida.
  Se sinto ser seu, por que não sê-lo?
  Por que não dizê-lo?
  Assim, não serão necessárias adivinhações.
- Como pode parecer tão fácil?
  Não seria arriscado?
- O que é o coração se não uma mesa de jogos?
  Um mar de possibilidades,
  O reino das probabilidades.
  E a mais frequente é a de estar certo ou não.

Em terra de dualidade, as coisas ficam embaralhadas.

Ferreira.

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