terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chega de disfarçar, lutar, ludibriar
É precisar encarar
Que o futuro é estar só


No mundo de todo mundo
E nessa dança em que o mundo pede sinceridade
Nesse mundo em que os padrões
Anda difícil ser eu


Não me acho
recebo apenas respostas prontas
Não têm sentido
talvez seja mais fácil continuar a fingir


Não entendo nada
Sou criança sem fala
E na dúvida constante
me resta uma solução
pra evitar problemas, 
transtornos e desencontros
Perguntas
Pergunto quando, o que e como
se sim, se não
se pode, se devo

falsa educação
em que não se fala o que pensa
se espera que a resposta seja lida
através convenções e adivinhações

Em que tudo me parece exagero
Em que o que importa fica pra trás
Em que não sei o que dizer
Nem onde andar

Vestir o papel que me deram
E seguir sendo o que querem
E só no fundo ser eu.
/
Ferreira.

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