
Desisto
De esperar
De ser princesa
Vou ser o que der
Posso ser o que quiser
Se assim não dá certo
Desisto
Não quero estar perto
De quem não me quer
De quem me engana
Dizendo o que não é
É assim que vai ser
Desisto
De sonhar com o cavalheiro
Lépido, fagueiro
A me dar seu coração
Quem diria
Desisto
Vou ser corpo
E nada mais
Vou esquecer um pouco
Dos meus ais
Vou viver o mundo
Vou andar sem rumo
Vou deixar a solta o meu cais
Vou abrir as portas
Vou mudar as rotas
Não dizer jamais
Vou provar de tudo
Vou largar o prumo
Vou ser capataz
Dissimular a esperança
Não ser mais criança
O preço que a vida trás
Ferreira.
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