
As lágrimas caem
molhando toda página
as forças esvaem
que divina e trágida!
Sumindo no escuro
presa no vazio
envolto pelo muro
triste e sombrio
Tendo que ouvir
os gritos, as vozes
querendo sumir
e elas dizem: -Foges!
E todos os sonhos... se perdem
e eu continuo a sentir
E todos os pesadelos... se servem
e eu continuo a sorrir
Afinal
ser canceriana sem lar
esse meu mal
na imensidão do amar.
18:47
Borin.
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